Hoje eu vou mudar um pouco o foco, como eu estou cursando o Nível Superior, estou em busca de estágios, e na procura achei essa reportagem, que por sinal, é bastante interessante. Espero que gostem.
Marcela Marcionila
Marcela Marcionila
Cuidado na largada!
Márcia Neri - Correio Braziliense
08/08/2011 11:08
O estágio é, para muitos, a melhor maneira de entrar no mercado de trabalho. Aqueles que tiram proveito dessa fase conquistam boas oportunidades. Mas nem todos estão realmente abertos a enfrentar os desafios impostos pelas empresas
| Iano Andrade/CB/D.APress |
| Giovanni Dyllo entrou como estagiário em um banco e, nove meses depois, foi promovido a gerente de contas |
Ainda faltam dois semestres para o estudante de administração de empresas Giovanni Dyllo, 23 anos, se formar. O jovem com aparelho nos dentes e cara de menino, porém, tem postura de gente grande e já conquistou seu lugar ao sol no acirrado mercado de trabalho. Depois de superar um processo seletivo concorrido, a oportunidade de aprender foi agarrada com tanta determinação que o universitário ficou apenas nove meses no posto de estagiário de um grande banco, tempo suficiente para ser promovido e assumir a gerência de contas da unidade de atendimento sediada dentro da sua própria universidade, em Brasília. “Vi o estágio como o primeiro passo para mostrar minha capacidade profissional. Os bancos são instituições que remuneram bem o administrador e dão ótimas oportunidades de crescimento. Eu passei por diversos departamentos na instituição e ainda pude escolher a área com a qual mais me identificava no banco”, conta, empolgado.
Histórias como a de Giovanni são comuns no mundo corporativo. Sessenta e cinco por cento dos estagiários de níveis médio e superior conseguem a efetivação nas empresas que abrem as portas para que esses jovens possam vivenciar a profissão escolhida. Mas os casos de frustração também ocorrem com frequência. Seja por despreparo emocional ou comportamento inadequado do estudante, seja pela falta de um programa bem estruturado nas instituições concedentes, muitos estagiários não completam nem os seis meses de contrato inicial. Uns desistem diante do menor sinal de dificuldade, outros são dispensados pelos chefes.
Investimento
O gerente de assuntos institucionais e corporativos do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), Moisés do Espírito Santo Júnior, lembra que o mercado de trabalho é extremamente dinâmico e que as realidades mudam ano a ano. As exigências relacionadas à capacidade técnica ou funcional e, sobretudo, à habilidade de gerenciar as competências individuais são cada dia mais cobradas. Segundo Júnior, as empresas buscam nos estagiários indivíduos capazes de absorver a dinâmica e a cultura incorporadas em sua história. “É um investimento. Elas garimpam talentos dispostos a bater objetivos e metas. Não adianta apenas ter conhecimento técnico ou teórico, saber falar outras línguas, dominar a tecnologia. É fundamental estar disposto a nunca parar de aprender, além de, é claro, saber trabalhar em equipe, se relacionar com colegas e acatar as ordens dos superiores”, garante.
E é aí que alguns estudantes se perdem. Os jovens de hoje nem sempre sabem lidar com frustrações, limites, ordens, hierarquia. A impaciência e a individualidade exarcebadas que, de acordo com Júnior, são traços marcantes da geração que atualmente está buscando a capacitação profissional, tem desafiado gestores de RH e chefes. “O ambiente corporativo é totalmente diferente da complacência que os jovens encontram em casa ou na escola. Alguns são incapazes de se adaptar, não conseguem ter flexibilidade, maturidade para conviver com as adversidades e cobranças”, lamenta o representante do Ciee. Ele observa que já precisou intervir em casos de estagiários que não queriam nem se vestir adequadamente no ambiente de trabalho. “É uma questão comportamental que, felizmente, não afeta todos. O fato é que pais e professores têm contribuído pouco para o amadurecimento dos jovens que, quando chegam às empresas, nem sempre conseguem fazer uma leitura do ambiente de trabalho”, acrescenta Júnior.
Giovanni comenta que o banco sempre exigiu dele responsabilidade e desempenho de um funcionário comum. “Tinha toda a liberdade para perguntar, tirar dúvidas, mas fui cobrado em questões que dominava pouco, o que foi ótimo, porque me motivou a buscar soluções, a ser criativo e, principalmente, a ter humildade para procurar ajuda”, considera. O estudante diz conhecer, entretanto, dezenas de colegas de faculdade que não aceitaram enfrentar dificuldades básicas impostas a qualquer estagiário e acabaram desistindo. “É uma relação de troca. As empresas nos oferecem o conhecimento que jamais será adquirido em livros. Eu me dediquei ao trabalho sem abrir mão da atenção aos estudos, dei meu esforço, minha capacidade. Desejo crescer ainda mais na instituição. Quero ser diretor do banco”, planeja.
Grande dica para quem pretende entrar no mercado de trabalho, em especial aos universitários. Jamais desistir dos sonhos e sim torna-los realidades.
ResponderExcluir